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COMUNIDADE DO PILAR

​No primeiro semestre de 2024, a Arquitetura Aberta aportou na Comunidade do Pilar como projeto de extensão universitária  sob a liderança de sua idealizadora, a arquiteta Carmen Cavalcanti e do arquiteto Rafael Rangel, ambos professores da disciplina de Projetos do curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).


Localizada no Bairro do Recife, centro da cidade, a Comunidade do Pilar é classificada como uma Zona Especial de Interesse Social (Zeis) marcada por contrastes: ao mesmo tempo em que está inserida em uma das regiões mais simbólicas da capital pernambucana, concentra famílias que vivenciam condições de vulnerabilidade social e habitacional. A comunidade reúne moradores com trajetórias diversas, majoritariamente de baixa renda, muitos deles vinculados ao trabalho informal ou a ocupações de baixa remuneração.


As dificuldades enfrentadas pela população local vão além da renda. Problemas relacionados à infraestrutura urbana — como saneamento, iluminação pública, pavimentação e acesso a serviços — impactam diretamente o cotidiano e o bem-estar das famílias. No âmbito da moradia, a escassez de informações técnicas acessíveis e de soluções arquitetônicas de baixo custo limita as possibilidades de adaptação e qualificação dos espaços domésticos, mesmo quando há o desejo e a iniciativa dos próprios moradores.


Foi nesse contexto que a Arquitetura Aberta estruturou sua atuação no Pilar. Diferentemente de ações pontuais, a intervenção no Pilar se caracteriza pela duração ampliada e pela continuidade: trata-se da experiência mais longa da iniciativa até o momento (2026), justamente por estar vinculada à extensão universitária e ao calendário acadêmico, o que permite acompanhamento, aprofundamento metodológico e impacto progressivo.


As oficinas práticas desempenharam papel importante nesse percurso. Realizadas com a participação direta dos moradores, como prevê a metodologia Arquitetura Aberta, elas se configuraram como espaços de troca e aprendizagem mútua. Por meio da reutilização de materiais, da criação de mobiliário simples e modular e de intervenções voltadas à ambiência dos espaços, as oficinas vêm demonstrando que pequenas mudanças, quando bem planejadas, podem produzir impactos significativos no conforto e na apropriação da moradia.


Um dos principais produtos da experiência no Pilar foi a Cartilha de Soluções Habitacionais, elaborada coletivamente a partir das demandas identificadas no território. O material sistematiza orientações práticas e acessíveis sobre organização dos ambientes, mobiliário multifuncional, ventilação natural e estratégias simples de melhoria do conforto doméstico. Distribuída entre as famílias atendidas, a cartilha tem a função de ser um instrumento de apoio contínuo para as famílias, extrapolando o tempo da intervenção presencial.

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